III Fórum de Inclusão da UFTM promove debates sobre acessibilidade, pertencimento e permanência estudantil
Evento reuniu a comunidade acadêmica nos dias 8 e 9 de outubro, com palestras, mesas-redondas e atividades culturais voltadas à construção de uma universidade mais inclusiva.
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) realizou, nos dias 8 e 9 de outubro de 2026, o III Fórum de Inclusão, Acessibilidade e Permanência Estudantil no Ensino Superior. Promovido pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PROACE), o evento ocorreu no Auditório Safira, no subsolo do Prédio da Reitoria, e reuniu a comunidade acadêmica para discutir os desafios e as possibilidades de ampliar a inclusão, a acessibilidade e a permanência dos estudantes no ensino superior.
A programação contou com conferências, palestras, mesas-redondas, apresentações culturais e momentos de diálogo com o público. Os debates abordaram temas como capacitismo, saúde mental, pertencimento, acessibilidade pedagógica, legislação e direitos das pessoas com deficiência no espaço acadêmico.
Girassol inspira reflexão sobre inclusão e sonhos
Na abertura do primeiro dia, o pró-reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, professor Carlos Francisco de Morais, convidou os participantes a olhar para um girassol, propondo que a flor fosse compreendida como um símbolo de inclusão. A reflexão ressaltou a importância de reconhecer as potencialidades de cada pessoa e de construir espaços em que todos possam desenvolver seus projetos de vida.
Durante o momento, o professor destacou a mensagem de que “nós somos do tamanho dos nossos sonhos”, relacionando a valorização dos sonhos à necessidade de garantir oportunidades e condições para que cada indivíduo possa participar plenamente da vida universitária.
Placa com a frase "Somos do tamanho de nossos sonhos"
Fotos: Elioenai Amuy
Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis Prof. Carlos Francisco de Morais
Fotos: Elioenai Amuy
Na sequência, o professor Vitor Hugo de Oliveira, da UFTM, ministrou a conferência de abertura, intitulada Capacitismo estrutural e simbólico e suas implicações para a equidade no ensino superior. Em sua fala, uma das reflexões destacadas foi a de que uma pessoa com deficiência é invisibilizada antes mesmo de se tornar invisível, chamando a atenção para as barreiras sociais e atitudinais que dificultam o reconhecimento e a participação dessas pessoas.
Professor Vitor Hugo de Oliveira : Docente do Departamento de Saúde coletiva
Fotos: Elioenai Amuy
Ainda pela manhã, a mesa-redonda Possibilidades de Ser e Estar no Ensino Superior, mediada pela professora Beatriz Cardoso, reuniu representantes da universidade e uma estudante do curso de Psicologia para ampliar o debate sobre experiências, desafios e possibilidades de participação no ambiente acadêmico.

Mesa-redonda Possibilidades de Ser e Estar
Fotos: Francinalva Silva
Saúde mental, pertencimento e construção de uma universidade inclusiva
No período da tarde do primeiro dia, a programação teve continuidade com a palestra on-line Nada sobre nós, sem nós: caminhos possíveis para a construção de uma Universidade inclusiva, ministrada por Ana Paula Camilo Ciantelli, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru.
Em seguida, o especialista Rodolfo Candido da Silva, do Serviço de Atenção à Saúde Mental da UFTM (SASME), abordou o tema Saúde mental dos estudantes: desafios na inclusão e pertencimento. A discussão foi seguida pela mesa-redonda Inclusão e pertencimento, mediada pelo professor Carlos Francisco de Morais, com a participação de profissionais e representantes da comunidade universitária.
As rodas de conversa e os momentos de diálogo foram marcados pela pertinência das questões levantadas, favorecendo a troca de experiências e a reflexão sobre situações vivenciadas no cotidiano acadêmico. As discussões reforçaram a importância de ouvir diferentes perspectivas e de reconhecer que a inclusão exige mudanças nas atitudes, nas práticas institucionais e nas condições de participação oferecidas aos estudantes.
Acessibilidade pedagógica e direitos no ensino superior
No segundo dia do fórum, os debates se concentraram em estratégias para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais acessível. Pela manhã, o professor Anderson Roges Teixeira Góes, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ministrou a palestra Diretrizes para o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).
Professor Anderson Roges Teixeira Góes da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Fotos: Elioenai Amuy
Na sequência, a mesa-redonda "A importância da acessibilidade pedagógica" reuniu profissionais da UFTM e o palestrante para discutir práticas e possibilidades de promoção da acessibilidade no contexto educacional.
À tarde, a ouvidora da UFTM, Tatiana de Souza Figueiredo, apresentou a palestra Legislação para inclusão e permanência no ensino superior: direitos e proteção das pessoas no espaço acadêmico. Posteriormente, a mesa-redonda A cultura do acesso e a acessibilidade no ensino superior ampliou a discussão sobre os caminhos para fortalecer uma cultura institucional comprometida com a inclusão.
A programação também contou com apresentações culturais e cafés culturais, que proporcionaram momentos de convivência e integração entre os participantes.
A inclusão como compromisso coletivo
Para garantir a acessibilidade comunicacional durante o evento, o fórum contou com o apoio das intérpretes de Libras da UFTM Daniela Kamimura Rezende e Camila Tibery Julich, que contribuíram para ampliar as condições de acesso às informações e de participação das pessoas surdas.
Ao longo dos dois dias, o III Fórum de Inclusão, Acessibilidade e Permanência Estudantil destacou que a construção de uma universidade inclusiva vai além de garantir o ingresso no ensino superior. É necessário assegurar condições para que os estudantes permaneçam, aprendam, participem das atividades acadêmicas e se reconheçam como parte da comunidade universitária.
As reflexões compartilhadas durante o encontro reforçaram a importância do diálogo, da escuta e do compromisso coletivo para enfrentar o capacitismo, superar barreiras e promover uma universidade que respeite as diferenças e reconheça as potencialidades de cada pessoa.
Fonte: Comunicação Social
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